A ONU, através de um novo relatório da UNCTAD – Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, alerta para uma desaceleração do crescimento económico mundial em 2026, impulsionada pela escalada militar no Médio Oriente e os seus impactos nas cadeias globais de energia, comércio e finanças.
O relatório destaca que o agravamento do conflito já está a provocar choques nas cadeias de comércio e no setor de energia, sufocando as perspectivas de crescimento e a aumentar os riscos macroeconómicos, nomeadamente para os países em desenvolvimento.
Com o aumento dos preços de importação de combustíveis, as turbulências económicas estão a afetar, não apenas, os mercados de energia, mas também, o comércio internacional e os sistemas alimentares, criando um cenário de incerteza que pode ter consequências graves e duradouras.
Os países em desenvolvimento são os mais vulneráveis a essa situação, uma vez que as suas importações de combustíveis, alimentos e fertilizantes são menos elásticas. O relatório aponta que a deterioração da confiança dos investidores e o risco de saída de capitais podem agravar ainda mais as vulnerabilidades sociais.
Embora países exportadores de petróleo e gás, como Angola, possam beneficiar da valorização dos preços internacionais, a ONU releva a urgência de acelerar os investimentos em energia limpa como uma resposta estratégica à alta dos combustíveis fósseis. No entanto, a desigualdade no investimento em energias renováveis, especialmente em regiões com grande potencial, como a África, continua a ser um desafio crítico. A ONU recomenda o reforço das salvaguardas financeiras e a aceleração da transição energética para evitar um agravamento das desigualdades e garantir a estabilidade económica global.
ONU prevê queda do crescimento econômico com tensão no Oriente Médio | ONU News
