O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou a 2 de março de 2026, uma sessão histórica em Nova Iorque, focada na grave situação das crianças em zonas de conflito, com especial ênfase na educação e no papel da tecnologia.
Durante a reunião, a subsecretária geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, apresentou dados alarmantes: 234 milhões de crianças em idade escolar vivem em áreas afetadas por conflitos, e 85 milhões estão completamente fora da escola. No Sudão, 90% das escolas estão encerradas, deixando 19 milhões de crianças sem aulas, enquanto em Gaza, mais de 95% das instalações educativas foram destruídas, afetando 660 mil crianças. Na Ucrânia, 5,3 milhões de crianças enfrentam barreiras ao ensino, com 420 mil a estudar exclusivamente online.
Diante dessa crise educativa, os Estados membros foram instados a implementar soluções coordenadas. Entre as medidas propostas estão o reforço da proteção de escolas e infraestruturas educativas, a defesa de parcerias público privadas para expandir tecnologias seguras de aprendizagem e a exigência de que empresas tecnológicas adotem designs centrados na criança.
Além disso, os Estados devem garantir que o ensino digital não substitua a importância das escolas físicas, que oferecem proteção, alimentação e apoio psicossocial.
A responsabilidade, última, de proteger as crianças em situações de conflito recai sobre os Estados, que devem agir de forma decisiva para garantir o acesso à educação e a segurança das crianças.
Educação em Perigo, Crianças em Conflito: A Responsabilidade é de Todos Nós!
Children, Technology and Education in Conflict – Security Council | United Nations | Melania Trump
