Economia Social Reconhecida como Pilar para uma Economia dos Direitos Humanos, afirmou a Coligação Global pela Justiça Social em Genebra, a 12 de junho de 2025, durante o Fórum Anual da Coligação Global pela Justiça Social, que aconteceu em paralelo à 113ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, onde o papel central da Economia Social e Solidária (ESS) em construir uma “Economia dos Direitos Humanos” (HRE) foi destacado.
O encontro reuniu representantes de governos, agências da ONU, organizações de empregadores, trabalhadores e da sociedade civil para discutir a integração dos direitos humanos em políticas e práticas económicas e sociais. A HRE (Human Rights Economy) propõe substituir os modelos económicos de lucro, por modelos que priorizam o bem-estar coletivo, equidade e sustentabilidade.
Georges Mischo, Ministro do Emprego do Luxemburgo, argumentou que as entidades de Economia Social promovem a justiça social ao gerar emprego para grupos excluídos e fornecendo soluções acessíveis em educação, habitação e saúde.
Adriana Martins, da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério das Relações Externas do Brasil, destacou que a prioridade do G20 brasileiro em 2025 é “crescimento inclusivo, erradicação da pobreza e promoção da Economia Solidária como resposta ao desemprego e informalidade”.
Magdalena Sepúlveda, diretora do UNRISD, enfatizou que a ESS desafia o paradigma económico extrativista e promove a sustentabilidade ecológica e da justiça social.
Santosh Kumar, da Aliança Cooperativa Internacional, destacou o relatório da ONU “Erradicando a Pobreza além do Crescimento” que destaca a ESS como prioridade chave na transição para uma economia centrada em direitos humanos e dentro dos limites planetários.
Por sua vez, Toni Moore, da Confederação Sindical Internacional, apelou para que a Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social em 2025 produzisse resultados ambiciosos e que a ação multilateral seja fortalecida para a Human Rights Economy. A resolução da OIT sobre a Cúpula Mundial de 2025 declarou o seu compromisso de criar um ambiente propício às entidades da ESS, reconhecendo o seu papel transversal na promoção de inovação social, inclusão e sustentabilidade. Este reconhecimento da Economia Social como pilar para uma economia que respeita os direitos humanos, é um salto para a frente nos debates sobre justiça social e desenvolvimento sustentável.
