O nível médio global do mar está a subir a um ritmo sem precedentes na história registada, tendo atingido o recorde de 5,9 mm em 2024 e ameaçando desencadear uma crise humanitária e económica de escala geracional.
Impulsionado diretamente pelas alterações climáticas de origem humana, processo no qual os oceanos absorvem 91% do excesso de calor do planeta, provocando a expansão térmica e o derretimento acelerado de massas de gelo como o glaciar Thwaites, este avanço das águas coloca em risco imediato cerca de 770 milhões de pessoas que vivem a menos de cinco metros acima da maré alta.
As projeções científicas indicam que, até 2050, cerca de 1,2 mil milhões de pessoas poderão ser deslocadas das suas terras devido a inundações, salinização de aquíferos e solos agrícolas, e destruição de infraestruturas vitais como escolas e hospitais.
O impacto financeiro já é severo, com danos acumulados na infraestrutura costeira que superam os 1,8 biliões de dólares, estimando-se que as perdas anuais globais escalem para 1,4 biliões de dólares caso não sejam aplicadas medidas de contenção.
Para mitigar este cenário catastrófico, que ameaça paralisar até 80% do comércio mundial dependente de portos marítimos, a ONU insta a comunidade global a acelerar o abandono progressivo dos combustíveis fósseis e a investir massivamente em estratégias de adaptação costeira.
Estas ações envolvem a implementação de sistemas de alerta precoce, a construção de barreiras físicas e soluções baseadas na natureza, como o restauro de dunas e manguezais, além da retirada planeada de populações e da clarificação jurídica sobre a soberania territorial de nações insulares ameaçadas de submersão total.
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A elevação do mar e seus impactos: o que está em jogo para a humanidade | ONU News
