O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que exige ações mais severas para combater o cyberbullying, um problema crescente que afeta especialmente os jovens. Dados alarmantes revelam que 1 em cada 6 adolescentes já sofreu cyberbullying, enquanto 1 em cada 8 admite ter intimidado alguém online.
Os eurodeputados destacam que a resposta atual da União Europeia é insuficiente e fragmentada, pedindo uma harmonização legal que reconheça o cyberbullying como um crime transfronteiriço.
A resolução propõe a inclusão de crimes de ódio na lista de crimes da UE, procurando criar um quadro jurídico coerente e eficaz para enfrentar este fenómeno. A resolução, também, destaca a necessidade de responsabilização das plataformas digitais, exigindo a aplicação rigorosa do Regulamento dos Serviços Digitais (DSA), que inclui a proteção de menores e a proibição de modelos de negócio que incentivem conteúdos de ódio.
Os eurodeputados manifestam preocupação com a disseminação de conteúdos abusivos, como imagens de abusos sexuais de crianças, e pedem que as plataformas adotem mecanismos de denúncia eficazes. Com 92% dos cidadãos da UE a exigir mais ação contra o cyberbullying, o Parlamento sublinha a urgência de uma resposta que combine medidas jurídicas, educativas e sociais para proteger crianças e jovens num ambiente digital cada vez mais hostil.
Parliament wants stronger action against cyberbullying in the EU | News | European Parliament
