No 30º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cabo Verde, através da sua embaixadora junto às Nações Unidas, Tania Romualdo, redefiniu a essência da organização: não é apenas um bloco de Estados, mas “sobretudo uma comunidade de povos”. Esta visão destaca os laços profundos de língua, história e afetos que unem os cerca de 300 milhões de falantes de português nos nove Estados-membros, espalhados por quatro continentes.
Com projeções da ONU a indicar um crescimento para mais de 500 milhões de falantes até ao final do século, maioritariamente em África, a CPLP é vista como possuidora de um potencial geoestratégico excecional, amplificado pela sua rede de mais de 30 países associados, que inclui potências como os EUA, Índia e França.
A embaixadora descreveu a participação de Cabo Verde como “muito natural”, destacando o português como uma língua de emoção e oportunidade que coexiste com o crioulo cabo-verdiano. Esta perspetiva coloca a língua no centro não só como património cultural, mas como um ativo estratégico vital para o futuro.
Analistas citados na peça concordam que a próxima década deve marcar uma viragem, com a CPLP a focar-se mais na cooperação comercial e económica, aproveitando a sua rede única para impulsionar o comércio, o investimento e setores como a economia azul.
Para passar de um clube de governos a um projeto vibrante e relevante, a CPLP deve transformar os seus laços históricos e afetivos em projetos concretos de desenvolvimento e mobilidade que toquem diretamente a vida dos cidadãos lusófonos.
A Cplp é sobretudo uma comunidade de povos de língua portuguesa, diz Cabo Verde | ONU News
