De 15 a 19 de setembro de 2025, Múrcia, Espanha, tornou-se o epicentro das discussões sobre Economia Social, quando sediou a Cumbre Europea de la Economía Social.
Como Capital Española de la Economía Social, a cidade recebeu mais de 600 delegados, políticos e representantes de mais de 20 governos para debater o Plano de Ação de la Economía Social (PAES).
O evento serviu de plataforma para discutir a importância da Economia Social como motor de um crescimento mais justo e sustentável, culminando na Gala dos III Prémios Europeus da Economia Social, que celebrou iniciativas inovadoras do setor.
A Comissão Europeia anunciou, durante a cúpula, que 50 das 63 ações previstas no PAES já estão concluídas ou em andamento, embora ainda haja desafios a serem enfrentados, como a necessidade de quadros jurídicos e financeiros robustos em todos os Estados Membros.
Durante a cimeira, Juan Antonio Pedreño, presidente da Social Economy Europe, apresentou recomendações para fortalecer a Economia Social, incluindo sua inclusão no Semestre Europeu e o reconhecimento jurídico em áreas estratégicas como a habitação e a inovação.
As propostas para o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) incluem a criação de fundos robustos e independentes, a priorização da Economia Social nos Programas Nacionais de Reforma e o acesso facilitado a fundos da UE.
A vice-presidente espanhola, Yolanda Díaz, enfatizou que cada euro gerado pela Economia Social é reinvestido em Democracia e Inclusão, enquanto Roxana Mînzatu, da Comissão Europeia, destacou que a Economia Social é fundamental para o mercado único europeu.
A cimeira reafirmou a Economia Social como uma solução estratégica para enfrentar os desafios contemporâneos, como tensões geopolíticas e crises ambientais, posicionando-a como um modelo de resiliência e coesão social na União Europeia.
