União Europeia entra em 2026 Sob Pressão Geopolítica e Debate Sobre as Prioridades Económicas

A União Europeia inicia 2026 num contexto de elevada pressão geopolítica e económica, após um ano marcado pela reconfiguração da ordem internacional e pelo aumento das tensões militares e económicas envolvendo potências autocráticas.

A fragilidade da economia europeia levou Bruxelas a reforçar o foco na defesa e na competitividade, uma orientação que, segundo a Social Economy Europe (SEE), pode agravar desequilíbrios já existentes.

Apesar de empregar cerca de 11 milhões de pessoas e de representar um volume económico semelhante ao da indústria automóvel, a economia social continua a ter um peso reduzido nas principais estratégias da União Europeia. A SEE alerta que o setor desempenha um papel relevante na coesão social, na inovação e na prestação de serviços essenciais, nomeadamente nas áreas da habitação, da saúde e da transição verde.

O relatório coordenado por Enrico Letta defende que a inclusão e a coesão social devem ser integradas como componentes estruturais da política económica europeia, em vez de serem tratadas como objetivos paralelos.

Segundo o documento, esta abordagem é essencial para reforçar a resiliência económica e social da União.

No domínio digital, a SEE sublinha que a autonomia europeia permanece limitada, com forte dependência de infraestruturas e recursos externos. A organização defende um modelo assente na soberania dos dados, na equidade económica e na proteção do interesse público.

A entidade alerta, ainda, que o aumento do investimento em defesa deve ser acompanhado por um reforço da proteção social e do apoio à sociedade civil, de forma a preservar os valores fundadores da União Europeia.

Para 2026, a SEE apela a uma estratégia económica que concilie segurança, desenvolvimento sustentável e coesão social.

Social Economy Europe wishes for 2026 – Social Economy Europe